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A utilização massiva dos smartphones fez com que as pessoas estejam conectadas à internet 24 horas por dia. A adoção do trabalho remoto durante a pandemia intensificou ainda mais essa conexão ininterrupta, sobretudo nas situações profissionais. Muitos trabalhadores se viram sugados por uma jornada de trabalho mais longa invadindo seus períodos de descanso. Com isso o estresse e outros problemas psicológicos e emocionais começaram a se manifestar.

Nesse contexto surge um novo termo: o direito à desconexão. Embora não exista legislação trabalhista específica sobre o assunto, a matéria já vem sendo amplamente discutida nas esferas empresariais e jurídicas. Inclusive o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já concedeu decisão favorável à indenização de um empregado por ofensa ao “direito à desconexão”.

Independente das determinações governamentais sobre quarentenas, muitas empresas adotaram o regime de trabalho remoto, seja parcial ou integral. Dessa forma, o direito à desconexão se torna um assunto que permeia esse novo formato de trabalho. É imprescindível que as empresas entusiastas dessa prática adotem controles de jornada determinando dias e horários específicos para as atividades profissionais. Esse tema ainda vai evoluir bastante nos próximos meses, portanto o ideal é seguir o bom senso a fim de manter as relações trabalhistas saudáveis.