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Startups e empresas focadas em inovação de alta escalabilidade normalmente se defrontam com dificuldades em compor um quadro de colaboradores bem capacitados. Por serem normalmente constituídas a partir do capital dos próprios sócios, a organização iniciante não possui fluxo de caixa para remunerar profissionais experientes.

Uma solução encontrada para este dilema foi oferecer para estes profissionais a opção de compra de ações (stock options) futuras da empresa, recompensando a dedicação do indivíduo por acreditar no projeto em seu início. No entanto a modalidade empresarial que permite distribuir ações é a da Sociedade Anônima (S.A.), uma realidade distante de empresas em desenvolvimento.

Diante desse cenário surgiu o contrato de vesting, uma cláusula contratual que regulamenta a aquisição de certo percentual da empresa ao longo do tempo e condicionado à prestação de um serviço, definindo-se marcos temporais para que esse terceiro adquira gradualmente o direito de comprar o percentual combinado. Esse modelo busca garantir que a participação dos sócios seja compatível com a contribuição e envolvimento que de fato tiveram no sucesso do negócio.